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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Remuneração para professores em MG é aprovada sob protesto da classe

Projeto de lei foi proposto pelo governo para valer em 2012.

Sindicato ameaça nova greve no estado.













O Projeto de Lei 2355/11, que trata da remuneração dos professores, foi aprovado na noite desta quarta-feira (23) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. As reuniões que começaram às 9h foram até a noite, durando cerca de 13 horas. No total, foram 51 votos a favor e 21 contra o projeto de proposição do governo.

Na tarde desta quinta-feira (24), o governador Antonio Anastasia criticou a intransigência do sindicato e disse que o novo projeto é um avanço. “Continuo aberto a conversas, mas não tem o que discutir em relação à Legislação Federal e que a proposta financeira avançou muito. Estamos com os valores e os professores vão perceber o impacto positivo. Acreditamos retomar a normalidade, o que foi a tônica absoluta na maioria das escolas durante todo o ano”, disse.
Manifestantes acompanharam durante toda a quarta-feira (23) as negociações entre os deputados. O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE) é contra o projeto e disse que, com a aprovação, um novo movimento grevista deve ser iniciado no início de 2012. “Nenhuma categoria profissional fica quieta quando vê seus direitos sendo retirados da sua vida funcional. O projeto de lei não foi discutido com ninguém e não vai valorizar o profissional da educação”, afirmou a coordenadora-geral do SindUTE, Beatriz Cerqueira.
A subsecretária de Gestão de Pessoas do governo de Minas, Renata Neves, explica que as demandas dos professores foram atendidas. “A demanda do sindicato, que era de aplicar o piso no regime anterior, foi contemplada. A gente incidiu todos os tempos de serviços que os servidores tinham, todos os adicionais, as vantagens e reposicionamos, unificamos a forma remuneratória que garante ganhos reais para os servidores”, falou.
Deputados da oposição tentaram ganhar tempo, apresentando propostas de mudanças no projeto. Mas, o relator do lado governista, o deputado Duarte Bechir (PMN), auxiliado por uma equipe de técnicos, rejeitou todas. Às 16h, com quórum no plenário, o relator leu o parecer sugerindo a aprovação do projeto. A oposição tentou adiar mais o processo, pedindo que as 32 emendas que constam na PL fossem votadas individualmente, o que foi negado.
“No substitutivo tem um reajuste através do que eles chamam de subsidio, é um reajuste pequeno, estabelecido pelo governo do estado. Ele não tem vinculo com o piso salarial e também não tem uma carreira definida com os biênios, quinquênios, e tempo de serviço. Então, os professores perdem. O piso nacional, ao contrário, ele tem um reajuste anual, que por exemplo, será em janeiro em torno de 16%”, explicou o deputado que faz oposição ao governo Rogério Correia (PT).
Já o deputado que faz parte da base governista explica que, com a nova remuneração, os pagamentos dos servidores devem ficar mais claros. “Se falava muito que professor do ensino básico ganhava R$ 369, no entanto, ninguém colocava os 22, mais de 20 penduricalhos que tinha, e isso precisava ficar de forma transparente, e agora está transparente. Com o sistema único de pagamento feito pelo governo Anastasia, o professor vai saber o quanto ganha”, disse.
O projeto passa a valer em janeiro de 2012. Profissionais com nível médio e que trabalhem 24 horas por semana vão ganhar, pelo menos, R$ 1.122. Já para os profissionais com nível superior, a menor remuneração passa a ser de R$ 1.320. Quando os valores forem acima dos mínimos, a diferença entre os atuais salários e os subsídios que os professores passam a receber vai ser paga em quatro parcelas no mês de janeiro de 2012, 2013, 2014 e 2015. O sistema de subsídio substitui os valores do vencimento básico e das gratificações por um valor único.

De acordo com a assessoria da Assembleia, o projeto segue para a Comissão de Redação, onde receber um parecer, que volta a plenário para votação. Após, isso é encaminhada ao governador.

fonte: G1

deputados que votaram a favor a nova remuneraçao de professores

Deputados que votaram a favor a nova remuneraçao dos professores:

Alencar da Silveira Junior, Ana Maria Resende, Anselmo José Domingos, Antônio Carlos Arantes, Antônio Genaro, Antônio Lenin, Arlen Santiago, Bonifácio Mourão, Bosco, Célio Moreira, Dalmo Ribeiro, Deiró Marra, Délio Malheiros, Doutor Viana, Doutor Wilson Batista, Duilio de Castro, Carlos Henrique, Carlos Mosconi, Cássio Soares, Fabiano Tolentino, Fábio Cherem, Fred Costa, Gilberto Abramo, Gustavo Corrêa, Gustavo Valadares, Gustavo Perrella, Hélio Gomes, Henry Tarquinio, Inácio Franco, Jayro Lessa, João Leite, João Vitor Xavier, José Henrique, Juninho Araújo, Leonardo Moreira, Luiz Carlos Miranda, Luiz Henrique, Luiz Humberto Carneiro, Luzia Ferreira, Marques Abreu, Neider Moreira, Neilando Pimenta, Pinduca Ferreira, Romel Anízio, Rômulo Veneroso, Rômulo Viegas, Sebastião Costa, Tenente Lúcio, Tiago Ulisses, Zé Maia, Duarte Bechir.

 

Deputados que votaram contra:

Adalclever Lopes, Adelmo Carneiro Leão, Almir Paraca, André Quintão, Antônio Júlio, Bruno Siqueira, Carlin Moura, Celinho do Sinttrocel, Durval Ângelo, Elismar Prado, Ivair Nogueira, Liza Prado, Maria Tereza Lara, Paulo Guedes, Pompilio Canavez, Rogério Correia, Rosângela Reis, Tadeu Leite, Ulisses Gomes, Sávio Souza Cruz.
fonte blog do Euler