A LEBRE E CAO DE CAÇA
Um Cão de caça, depois de obrigar uma Lebre a sair de sua toca, e depois de uma longa e exaustiva perseguição, de repente parou a caçada dando-se por vencido.
Um Pastor de Cabras, vendo-o parar, ridicularizou-o dizendo:
Aquele pequeno animal é melhor corredor que você.
E o Cão de caça responde:
Não é capaz de ver o Senhor a diferença que existe entre nós? Eu estava correndo apenas para conseguir um jantar, mas ele, ao contrário, corria por sua Vida.
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| Moral da História:
O motivo pelo qual realizamos uma tarefa, isso, é o que vai determinar sua qualidade final |
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A PARTILHA DO LEÃO
Há muito tempo atrás, o Leão, a Raposa, o Chacal, e o Lobo combinaram em caçar juntos,
e de comum acordo, dividiriam entre eles tudo aquilo que conseguissem encontrar.
Pouco tempo depois o Lobo capturou um cervo e, como haviam combinado, imediatamente
convidou todos os seus companheiros para fazer a partilha.
Mas, sem que ninguém o pedisse ou o elegesse para tal, o Leão logo tomou a frente
e decidiu coordenar o banquete, e evidentemente, a divisão das partes.
Em tom de comando, supostamente demonstrando total imparcialidade, começou a
contar para os convidados.
"Um", ele disse, enquanto para cada um dos presentes mostrava uma de suas garras,
"que sou eu mesmo, o Leão. Dois, esta é para o Lobo; três, é para o Chacal, e
finalmente a Raposa fica em quarto."
Então, cuidadosamente dividiu a presa em quatro partes iguais.
"Eu sou o Rei Leão," ele disse, quando terminou, "Assim, evidentemente, Eu tenho
direito a primeira parte. A outra também me pertence porque sou o mais forte,
e a outra também porque sou o mais valente."
Ele agora olha fixamente para os outros com cara de poucos amigos. Então rosna
exibindo as garras de forma ameaçadora, e diz: "Caso algum de vocês não
concorde com a minha divisão, esta é a hora de se manifestar!"
Moral: O mais Poderoso faz as Leis.
A RÃ E O RATO
Um jovem Rato em busca de aventuras estava correndo ao longo da margem
de uma lagoa onde vivia uma Rã. Quando a Rã viu o Rato, nadou até a margem
e disse coachando:
“Você não gostaria de me fazer uma visita? Prometo que, se quiser, não se arrependerá...”
O Rato aceitou a oferta na hora, já que estava ansioso para conhecer o mundo e
tudo que havia nele.
Entretanto, embora soubesse nadar um pouco, cauteloso, ele disse que não se
arriscaria a entrar na lagoa sem alguma ajuda.
A Rã teve uma ideia. Ela amarrou a perna do Rato à sua com uma robusta fibra
de junco. Então, já dentro da lagoa, pulou levando junto com ela seu infeliz e
ingênuo companheiro.
| O Rato logo se deu por satisfeito e queria voltar para terra firme. Mas a traiçoeira Rã tinha outros planos. Ela deu um puxão no Rato, que preso à sua perna nada podia fazer, e mergulhou na água afogando-o.
No entanto, antes que ela pudesse soltar-se da fibra que a prendia ao Rato, um Falcão que sobrevoava a lagoa, ao ver o corpo do Rato flutuando na água, deu um vôo rasante, e com suas fortes garras o segurou levando-o para longe, ainda com a Rã presa e pendurada à sua perna.
Desse modo, com um só golpe, a Ave de rapina capturou a ambos, tendo assegurada uma porção de carne variada, animal e peixe, para o seu jantar daquele dia.
Moral da História:
Aquele que procura prejudicar os outros, frequentemente, através de suas próprias artimanhas, acaba por prejudicar a si mesmo...
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O leão e o macaco
O leão, o rei dos animais, convocou todos os bichos a uma assembléia geral
para tratar de assuntos graves. Acudiram (foram) estes ao convite, que considera
vam grande honraria. E o leão lhes disse: “Prestantes e estimadíssimos vassalos
capachos, convidei-vos para que me tirásseis de uma dúvida cruel: há muito que
quero saber se o meu bafo ou fede ou cheira; vou consultar-vos a cada um em
particular”. Dito isso, tomou-os um por um, e os consultou. Aos que diziam que
fedia, ele falava: “Insolente! tens o atrevimento de dizer que fede o bafo de teu
rei ? !” tornava-lhes o leão, e logo os matava. “Adulador! pois tens cara de
dizer-me a mim, que o meu bafo cheira, dizia aos que mentiam para lisonjeá-lo;
não gosto de quem quer me enganar!” E os matava. Chegou a vez do macaco:
Meu Rei, há de Vossa Majestade perdoar-me, disse o espertalhão; ando há
quinze dias com um resfriado horrível; saí da cama há pouco e apresentei-me,
só para não faltar à devida obediência; mas não estou em estado de perceber
cheiro algum. E o Leão riu-se da malandragem e sutileza do macaco; e este foi
salvo.
MORALIDADE: Para que ter pressa de dizer o que, não podendo trazer utilidade
alguma, só traz comprometimento?
A raposa
Numa grande reunião, entre todos os animais, que fora organizada para eleger um novo líder, foi solicitado que o Macaco fizesse sua apresentação. Ele se saiu tão bem com suas cambalhotas, caretas e guinchos, que os animais ali presentes ficaram contagiados. E entusiasmados, daquele dia em diante, resolveram o eleger como seu novo rei.
A Raposa, que não votara no Macaco, estava aborrecida com os demais animais, por terem eleito um líder, a seu ver, tão desqualificado.
Um dia, caminhando pela floresta, ela encontrou uma armadilha com um pedaço de carne. Correu até o Rei Macaco e lhe disse que encontrara um rico tesouro, que nele não tocara, porque por direito pertencia a sua majestade o Macaco.
O ganancioso Macaco, todo vaidoso e de olho na prenda, seguiu a Raposa até a armadilha. E tão logo viu o pedaço de carne preso a ela, estendeu o braço para pegá-lo, e acabou ficando preso. A Raposa, ao lado, deu uma gargalhada.
"Você pretende ser um Rei," ela disse, "mas é incapaz de cuidar de si mesmo!"
Logo, passado aquele evento, uma nova eleição foi realizada entre os animais.
Moral da História:
"O verdadeiro líder é aquele capaz de provar para si mesmo suas qualidades."
e a raposa
Uma raposa tinha um rabo tão comprido e peludo, o qual andava sempre caído, sem graça, arrastando e varrendo o chão. Um macaquinho, que tinha uma cauda tão pelada, andava sempre triste e abatido, disse:
— Camarada raposa, você pode me ajudar. Dê-me o que sobra de sua cauda para suprir o que me falta; assim eu fico feliz com uma cauda bonita e você ficará mais elegante e mais leve.
— Prefiro ter a minha cauda assim mesmo pesada e arrastando, do que dar-lhe uma parte. Cada um com o que é seu, cada um por si, disse a raposa.
MORALIDADE: Há muitos que antes querem conservar coisas inúteis e até nocivas (materialismo – conhece alguém assim ?), só por serem suas, do que doá-las a alguém que, aproveitando-as, retribuir-lhes-ia com tesouros que nunca são excessivos, ou seja, às bênçãos dos desvalidos.
A Mulher e sua Galinha
Uma mulher possuía uma galinha, que todos os dias, sem falta, botava um ovo.
Ela então pensava consigo mesma, como poderia fazer para obter, ao invés de um,
dois ovos por dia.
Assim, disposta a atingir seu objetivo, decidiu alimentar a galinha com uma porção
de ração em dobro.
A partir daquele dia, a galinha tornou-se gorda e preguiçosa, e nunca mais botou
nenhum ovo.
Moral da História:
O Ganancioso, cedo ou tarde, acaba por se tornar vítima de sua própria ambição.
A Mulher com o Balde de Leite
Uma jovem Leiteira, que acabara de coletar o leite das vacas, voltava do campo com
um balde cheio balançando graciosamente à sua cabeça.
E Enquanto caminhava, feliz da vida, dentro de sua cabeça, os pensamentos não paravam
de chegar. E consigo mesma, alheia a tudo, planejava as atividades e os eventos que
imaginava para os dias vindouros.
"Este bom e rico leite," ela pensava, "me dará um formidável creme para manteiga.
A manteiga eu levarei ao mercado, e com o dinheiro comprarei uma porção de ovos
para chocar. E Como serão graciosos todos os pintinhos ao nascerem. Até já posso
vê-los correndo e ciscando pelo quintal. Quando o dia primeiro de maio chegar,
eu venderei a todos e com o dinheiro comprarei um adorável e belo vestido novo.
Com ele, quando for ao mercado, decerto serei o centro das atenções. Todos os
rapazes olharão para mim. Eles então virão e tentarão flertar comigo, mas eu
imediatamente mandarei todos cuidarem de suas vidas!" ![]()
Enquanto ela pensava em como seria sua nova vida a partir daqueles
desejados acontecimentos, desdenhosamente jogou para trás a cabeça, e
sem querer deixou cair no chão o balde com o leite. E todo leite foi derramado e
absorvido pela terra, e com ele, se desfez a manteiga, e os ovos, e os pintinhos,
e o vestido novo, e todo seu orgulho de leiteira.
Moral da História:
Não conte seus pintos, quando sequer saíram das cascas.
O Cachorro, o Galo e a Raposa
Um Cachorro e um Galo que viajavam juntos, resolveram se abrigar da noite, em uma árvore.
O Galo se acomodou num galho no alto, enquanto o cão deitou-se num oco, na base do tronco da mesma.
Quando amanheceu, o Galo, como de costume, cantou ao despertar.
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Uma Raposa, que procurava comida ali perto, ao escutar o canto, se aproximou da árvore, e foi logo
dizendo o quanto lhe agradaria conhecer de perto, o dono de tão extraordinária voz.
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"Se você me permitir", ela disse, "Ficarei muito grato de passar o dia em sua companhia, apreciando
sua voz."
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O Galo então disse: "Senhor, por favor, dê a volta na árvore, e peça para meu porteiro lhe abrir
a porta,
pois eu o receberei de bom grado."
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Quando a Raposa se aproximou da árvore, o Cachorro a atacou afugentando-a para longe.
Moral da História:
Quem age de má fé, cedo ou tarde acaba por cair na própria armadilha
O galo e a raposa
O galo cacarejava em cima de uma árvore. Vendo-o ali, a raposa tratou de bolar uma estratégia para que ele descesse e fosse o prato principal de seu
almoço.
— Você já ficou sabendo da grande novidade, galo? — perguntou a raposa.
— Não. Que novidade é essa?
— Acaba de ser assinada uma proclamação de paz entre todos os
bichos da terra,
da água e do ar. De hoje em diante, ninguém persegue mais
ninguém. No reino
animal haverá apenas paz, harmonia e amor.
— Isso parece inacreditável! — comentou o galo.
— Vamos, desça da árvore que eu lhe darei mais detalhes sobre
o assunto
— disse a raposa.
O galo, que de bobo não tinha nada, desconfiou que tudo não
passava de um
estratagema da raposa. Então, fingiu estar vendo alguém
se aproximando.
— Quem vem lá? Quem vem lá? — perguntou a raposa curiosa.
— Uma matilha de cães de caça — respondeu o galo.
— Bem...nesse caso é melhor eu me apressar — desculpou-se
a raposa.
— O que é isso, raposa? Você está com medo? Se a tal proclamação
está mesmo em
vigor, não há nada a temer. Os cães de caça não vão atacá-la como costumavam fazer.
— Talvez eles ainda não saibam da proclamação. Adeusinho!
E lá se foi a raposa, com toda a pressa, em busca de uma outra presa
para o seu almoço.
Moral: é preciso ter cuidado com amizades repentinas.
A CIGARRA E A FORMIGA

Era uma vez uma cigarra que vivia saltitando e cantando pelo bosque, sem se preocupar com o
futuro. Esbarrando numa formiguinha, que carregava uma folha pesada, perguntou:
- Ei, formiguinha, para que todo esse trabalho? O verão é para gente aproveitar! O verão é para gente se divertir!
- Não, não, não! Nós, formigas, não temos tempo para diversão. É preciso trabalhar agora para guardar comida para o inverno.
Durante o verão, a cigarra continuou se divertindo e passeando por todo o bosque. Quando tinha fome, era só pegar uma folha e comer.
Um
belo dia, passou de novo perto da formiguinha carregando outra pesada folha.

A cigarra então aconselhou:
- Deixa esse trabalho para as outras! Vamos nos divertir. Vamos, formiguinha, vamos cantar! Vamos dançar!
A formiguinha gostou da sugestão. Ela resolveu ver a vida que a cigarra levava e ficou encantada. Resolveu
viver também como sua amiga.
Mas, no dia seguinte, apareceu a rainha do formigueiro e, ao vê-la se divertindo, olhou feio para ela e ordenou que voltasse ao trabalho. Tinha terminado a vidinha boa.
A rainha das formigas falou então para a cigarra:
- Se não mudar de
vida, no inverno você há de se arrepender, cigarra! Vai passar fome e frio.
A cigarra nem ligou, fez uma reverência para rainha e comentou:
- Hum!! O inverno ainda está longe, querida!

Para cigarra, o que importava era aproveitar a vida, e aproveitar o hoje, sem pensar no amanhã. Para que construir um abrigo? Para que armazenar alimento? Pura perda de tempo.
Certo dia o inverno chegou, e a cigarra começou a tiritar de frio. Sentia seu corpo gelado e não tinha o que comer. Desesperada, foi bater na casa da formiga.
Abrindo a porta, a formiga viu na sua frente a cigarra quase morta de frio.
Puxou-a para dentro, agasalhou-a e deu-lhe uma sopa bem quente e deliciosa.
Naquela hora, apareceu a rainha das formigas que disse à cigarra: - No mundo das formigas, todos trabalham e se você quiser ficar conosco, cumpra o seu dever: toque e cante para nós.
Para cigarra e paras formigas, aquele foi o inverno mais feliz das suas vidas.
A MULA
Uma mula, sempre folgada, pelo fato de não trabalhar e ainda assim receber uma
generosa quantidade de milho como ração, vivia orgulhosa dentro do curral. Era pura
vaidade, e comportava-se como se fosse o mais importante animal do grupo. E confiante,
falava consigo mesma:
Meu pai certamente foi um grande e Belo Raça Pura. Sinto-me orgulhosa por ter herdado
toda sua graciosidade, resistência, espírito e beleza.
Pouco tempo depois, ao ser levada à uma longa jornada, como simples animal de carga,
cansada de tanto caminhar, exclama desconsolada:
Talvez tenha cometido um erro de avaliação. Meu pai, pode Ter sido apenas um simples
Burro de carga.

Moral da História:
Ao desejar ser aquilo que não somos, estamos plantando dentro de nós a semente da frustração
A Raposa e o Porco Espinho
Uma Raposa, que precisava atravessar a nado um rio não muito caudaloso, acabou surpreendida por uma forte e inesperada enchente.
Depois de muita luta, teve forças apenas para alcançar a margem oposta, onde caiu quase sem fôlego e exausta.
Mesmo assim, estava feliz por ter vencido aquela forte correnteza, da qual chegou a imaginar que jamais sairia com vida.
Pouco tempo depois, veio um enxame de moscas sugadoras de sangue e pousaram sobre ela. Mas, ainda fraca para fugir delas, permaneceu quieta, repousando, em seu canto.
Então veio um Porco Espinho, que vendo todo aquele seu drama, gentilmente se dispôs a ajudá-la e disse: |
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"Deixe-me espantar estas moscas para longe de você!"
E exclamou a Raposa quase sussurrando:
"Não! Por favor não perturbe elas. Elas já pegaram tudo aquilo de que
precisavam.
Se você as espanta, logo outro enxame faminto virá e irão tomar o pouco
sangue que ainda me resta!"

Moral: Pode ocorrer que, algumas vezes, o remédio para a cura de um mal é pior que o mal em si mesmo.
A Serpente e a Lima
Uma serpente, ao entrar no local de trabalho de um ferreiro, procurou ali em
meio às
ferramentas, alguma coisa capaz de matar sua fome.
xxxx
Ela dirigiu-se então à uma Lima (ferramenta usada para polir ou desbastar metais ou
objetos duros ), e perguntou-lhe gentilmente se esta não lhe poderia dar comida.
xxxx
A lima respondeu: "Você deve ser muito boba minha amiga, se espera obter de mim alguma
coisa, logo eu, que sou acostumada a sempre tirar dos outros, e nunca lhes devolver nada."
xxxxAutor: Esopo
Moral da História: Os avarentos são péssimos doadores.
As Árvores e o Machado
Um homem foi à floresta e pediu às árvores, para que estas lhe doassem um cabo para
o seu
machado novo. O conselho das árvores então concorda com o seu pedido, e lhe ofertam uma
jovem
árvore para este fim.

E logo que o homem coloca o novo cabo no machado, começa furiosamente a usá-lo, e em pouco tempo
, já havia derrubado com seus potentes golpes, as maiores e mais nobres árvores daquele bosque.
Um velho Carvalho, observando a destruição à sua volta, comenta desolado com um Cedro seu vizinho:
O primeiro passo significou a perdição de todas nós. Se tivéssemos respeitado os direitos
daquela jovem árvore, também teríamos preservado os nossos, e poderíamos ficar de
pé, ainda por muitos anos.
Autor: Esopo
Moral da História:
Quem menospreza seu semelhante, não deve se surpreender se um dia, outros fizerem o mesmo consigo.
Os Dois Viajantes e o Urso

Dois homens viajavam juntos através de uma densa floresta, quando, de repente,
sem que nenhum deles esperasse, um enorme urso surgiu do meio da vegetação,
à frente deles.
Um dos viajantes, de olho em sua própria segurança, não pensou duas vezes,
correu e subiu numa árvore.
Ao outro, incapaz de enfrentar aquela enorme fera sozinho, restou deitar-se no
chão e permanecer imóvel, fingindo-se de morto. Ele já escutara que um Urso,
e outros animais, não tocam em corpos de mortos.
Isso pareceu ser verdadeiro, pois o Urso se aproximou dele, cheirou sua cabeça
de cima para baixo, e então, aparentemente satisfeito e convencido que ele
estava de fato morto, foi embora tranquilamente.
O homem que estava em cima árvore então desceu. Curioso com a cena que viu
lá de cima, ele perguntou:
"Me pareceu que o Urso estava sussurrando alguma coisa em seu ouvido.
Ele lhe disse algo?"
"Ele disse sim!" respondeu o outro, "Disse que não é nada sábio e sensato
de minha parte, andar na companhia de um amigo, que no primeiro
momento de aflição me
deixa na mão!".

Moral da História:
"A crise é o melhor momento para nos revelar quem são os verdadeiros amigos."
O Pastor e o Leão
Certo dia, ao contar suas Ovelhas, um Pastor chegou à conclusão que algumas estavam
faltando.
Muito bravo, aos gritos, cheio de presunção e arrogância, disse que gostaria de pegar o
responsável por aquilo e puni-lo, com suas próprias mãos, da forma merecida.
Suspeitava de um Lobo que vira afastar-se em direção a uma região rochosa entre as colinas,
onde existiam cavernas infestadas deles.
Mas, antes de ir até lá, fez uma promessa aos deuses, dizendo que lhes daria em sacrifício,
a mais gorda e bela das suas Ovelhas, se estes lhes ajudassem a encontrar o ladrão.
Após procurar em vão, sem encontrar, nenhum Lobo, quando passava diante de uma grande
caverna ao pé da montanha, um enorme Leão, saindo de dentro, põe-se à sua frente,
carregando na boca uma de suas Ovelhas. Cheio de pavor o Pastor cai de joelhos e
suplica aos deuses:
"Piedade, bondosos deuses, os homens não sabem o que falam! Para encontrar o ladrão
ofereci em sacrifício a mais gorda das minhas ovelhas. Agora, prometo-lhe o maior
e mais belo Touro, desde que faça com que o ladrão vá embora para longe de mim!"
Conclusão: Quando encontramos aquilo que procuramos, logo tende a cessar nosso interesse inicial.

Moral da História:
Se os benefícios de uma coisa não nos são garantidos, devemos pensar duas vezes antes de desejá-la.
O INSETO E O LEÃO
Um inseto se aproximou de um Leão e disse sussurrando em seu ouvido:
"Não tenho nenhum medo de você, nem acho você mais forte que eu.
Se você duvida disso, eu o desafio para uma luta, e assim, veremos quem
será o vencedor."
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xxxxE voando rapidamente sobre o Leão, deu-lhe uma ferroada no nariz. O Leão, tentando
pegá-lo com as garras, apenas atingia a si mesmo, ficando assim bastante ferido.
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xxxxDesse modo o Inseto venceu o Leão, e entoando o mais alto que podia uma canção
que simbolizava sua vitória sobre o Rei dos animais, foi embora relatar seu feito para
o mundo. Mas, na ânsia de voar para longe e rapidamente espalhar a notícia,
acabou preso numa teia de aranha.
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xxxxEntão se lamentou Dizendo: "Ai de mim, eu que sou capaz de vencer a maior das feras,
fui vencido por uma simples Aranha."
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Autor: Esopo
Moral da História:
O menor dos nossos inimigos é frequentemente o mais perigoso.